João Paulo II e o futebol
Apesar
de nascido e criado em um município vizinho, Karol Józef Wojtyla é, sem dúvida,
o filho mais célebre de Cracóvia, na Polônia. Ele se mudou aos 18 anos, entrou
para a universidade, estudou línguas - falava 13 idiomas - e até resistiu ao
domínio alemão trabalhando como operário.
Já com o caminho livre diante da
queda do nazismo, decidiu pelo sacerdócio. Foi padre, bispo auxiliar, arcebispo
e, por fim, papa - o primeiro não-italiano nos últimos 456 anos. Atualmente,
sete anos após sua morte, o Papa João Paulo II ainda está presente em todos os
cantos da cidade, de aeroporto a universidade, e até em um estádio de futebol,
esporte com ligação maior do que se imagina ao Sumo Pontífice.
Foi
em Wadowice que Karol, quando criança, começou a criar laços com o futebol. Os
jogos eram realizados na escola onde estudava, geralmente organizados por
judeus e católicos. O futuro papa não era dono de exímia categoria com a bola
nos pés e, talvez por isso, atuava como goleiro, quase sempre pela equipe
judia, principalmente quando faltavam jogadores.
Cracóvia: pioneiro no futebol polonês
Karol
não fugiu de suas raízes nem mesmo quando se mudou para o Vaticano. Ele era
torcedor e membro honorário do Cracóvia, equipe pioneira no futebol polonês e
casa da Itália durante a Eurocopa 2012 - o estádio em frente ao parque Blonia é
o mais antigo do país.
No pequeno museu do clube, rival do Wisla Cracóvia, é
possível encontrar registros e fotos que ligam o antigo papa ao seu time do
coração, fundado em 1906.

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